poesia bar city_o
O filme de Adão Contreiras
Autor: Santiago Aguaded Landero
Leitura: Cidália de Brito
Apresentação: Tiago Nené
Dia 26 de Junho às 21h
Local: Bar Cyti_0 – Largo Pé da Cruz – Faro
Dia 27 de Junho às 21h
Local: Recreativa Olhanense - Olhão
Organização: AAPA / Sulscrito
POEMAS MAL EMPREGADOS
Autor: Fernando Esteves Pinto
Leituras: Cidália de Brito
Apresentação: José Bivar
Dia 5 de Junho às 21h
Local: Bar Cyti_0 – Largo Pé da Cruz – Faro
Organização: AAPA / Sulscrito
A série Semanas Culturais Chalé Bela Mandil irá estrear já este ano entre 1 de Julho e todo o mês de Agosto. Podem participar todos os artistas plásticos, músicos, escritores e actores, etc. Temos uma programação que se integra no conceito Férias Culturais. Alte, Conceição de Tavira, Olhão e Faro são alguns dos locais onde se realizará tertúlias e leitura de poesia. A organização garante alojamento gratuito e cozinha comunitária. As noites no Chalé serão o palco onde os autores participantes darão a conhecer os seus projectos culturais. Haverá churrascos e muita animação.
O CCBM (Centro Cultural Bela Mandil) está localizado entre Olhão e Faro. Neste espaço já passaram alguns nomes relevantes da cultura portuguesa.
Mais informações: Fernando Esteves Pinto: sulscrito@yahoo.com
José Bivar: zbbelamandil@yahoo.com

Apresentação da colecção Palavra Ibérica (autores de Portugal e de Espanha)
Lisboa: dia 15 Maio na Livraria Pó dos Livros, às 18:30
Porto: dia 16 Maio na Fnac NorteShopping às 18:00
Crematório Sentimental, Golgona Anghel
Os Animais da Cabeça, Rui Dias Simão
Uma Ânfora no Horizonte, Maria do Sameiro Barroso
O Pequeno-almoço de Carla Bruni, Rui Costa
Agência do Medo, Santiago Aguaded Landero
Privado, Fernando Esteves Pinto
Dia 8 de Maio, 21h, no Pólo Museológico Cândido Guerreiro e Condes de Alte.
Apresentação: Vitor Cardeira
Leituras: Cyombra
Título: Os Animais da Cabeça
Autor: Rui Dias Simão
Editora: 4águas
Sinopse:
“…uma poesia rara, cheia de força, que reverte das margens e da inquietação, da procura do entendimento, da ironia, do humor, da desmontagem das máquinas quotidianas que nos dão por adquiridas.”
In José Carlos Barros - Prefácio
Apanhado na rede: José Carlos Barros vence Pémio de Poesia Sebastião da Gama. Menções honrosas para Firmino Mendes e Rui Costa. informação Aqui
Henrique Fialho vai apresentar o livro de poesia “Versos olímpicos” de José Ricardo Nunes, editado pela Deriva. Dia 17 de Abril, no Chá de Limão (apoio da livraria 107), Caldas da Raínha.
Apresentação de Crematório sentimental, por Uberto stabile. Filme de Adão Contreiras.
Apresentação do livro de Rui Costa: “O Pequeno Almoço de Carla Bruni”. Aqui
O Rui Costa corre o risco de se tornar um caso estranho na poesia portuguesa. Quando apareceu em 2005 com um livro intitulado “ A Nuvem Prateada das Pessoas Graves”, prémio de poesia Daniel Faria, a pergunta que ficou no ar adivinhava-se entre os seus pares: quem é este Rui Costa? Perante tanta curiosidade, eu intuí que o Rui só podia responder-nos: não sabem de onde venho, mas hão-de saber para onde vou. E já agora: para onde vos levarei.
E assim chegamos ao segundo livro de poemas do Rui: “O Pequeno Almoço de Carla Bruni”. Carla Bruni que destronou a Shakira, muito por culpa dos media e da actualidade da informção. Isto só vem provar que o Rui é um cronista atento da sociedade poética em que nos envolvemos. É fácil verificar que a poesia do Rui é surreal e que trabalha a disformidade do ser e das coisas. Se eu designasse um sintoma que a sua poesia sugere, arriscaria informar que, após cada leitura dum poema, estamos perante uma situação “sintológica”. Bem, eu não tenho a certeza de que a palavra exista, mas quererá dizer isto: há na poesia do Rui uma outra forma de sentir para além da normalidade, isto é, o sujeito poético que o autor evoca parece-nos envolvido numa racionalidade absurda e constantemente submetido a um tipo de regras que ainda não foram experimentadas na realidade. Um exemplo:
“(…) Na verdade, as mãos deste homem não seriam
mãos como as de outros animais - dos corvos, por exemplo -
capazes de ouvir, do fundo intuído da sua genética
consciência, mesmo aqueles pequenos actos que ainda não
aconteceram.”
Depois descemos mais umas linhas na poética do autor, e noutro poema podemos ler:
“Na vida,
a caminho do futuro que ele nunca saberá onde fica,
o limão continuará a ser inteiro
e o seu sumo continuará a ser sumo,
pela mesma sábia razão por que a história dos homens
é sempre muito maior do que eles.”
Portanto, esta é uma poesia onde tudo acontece estranhamente pela primeira vez na história real dos homens em relação a tudo o que os rodeia. Outro aspecto interessante na escrita do Rui é que as coisas têm maior protagonismo que o próprio ser humano, levando-nos a crer que são essas mesmas coisas o agente provocador do pensamento e da consciência humanas. Quando lerem com atenção este livro hão-de reparar que a emoção não faz caminho nestes poemas, e nem precisa, uma vez que a emoção, ou, se quisermos, o sentimentalismo não é estrutura adequada ao tipo de mensagem/imagem que o autor pretende transmitir. Outro exemplo:
“Escrevo, decerto, por qualquer
razão inútil que não vais nunca entender.
Surgem as frases, vês, desconhecidos
que no bar do acaso encontro e são
as tuas mãos a escrever por mim.”
Chama-se a isto uma pedra de gelo a rodopiar no vaso da cabeça dos outros. Eu sei que o Rui a escrever é de uma frieza que inebria a compreensão do leitor. O que significa que cada frase é um trago de calor que nos fica na memória a arder durante muito tempo. E o poema acaba assim:
“Às vezes, sabes, é mais
difícil descobrir que o amor, como o cigarro,
quando se acende é que começa
a iluminar o fim.”
O romantismo é outro aspecto curioso na poesia do Rui. É um romantismo que não se assume como atitude romântica. Será pudor em revelar tão delicadas rendas que nos vestem o coração? Não creio. Em questões de amor metafórico e sentimentos similares, eis que o autor se transfigura num criativo afectuoso, e arregaça a sua camisinha de serviço enquanto escreve:
“amo-te
por não ser outro:
é, assim, uma impossibilidade
que nos aproxima.”
Como podem perceber, há nestes versos uma possibilidade de fuga que o autor transforma numa aproximação a outro ser na expectativa de ser desejado. Complicado? Ora, só quem nunca amou ou foi amado. E este:
“exagero o que
não sou para que
gostes mais de mim:
aumentar a probabilidade
de te receber.”
É a coberto destas máscaras que o Rui vai falando sobre o amor. É esta a relação mais honesta que existe entre duas pessoas: exagerar o que não somos para tornar mais credível aquele que realmente acreditamos ser, em toda a verdade, perante os outros. Como sabem, o amor também se alimenta destas diversões. E se a verdade por vezes condena, a mentira é capaz de ressuscitar uma relação.
“O Pequeno Almoço de Carla Bruni” é um livro provocador. Não por imaginarmos que o pequeno Sarkozy seja o aperitivo da Carla logo pela manhã. Este livro é provocador porque disforma toda uma série de imagens que conhecemos como realidade. O autor diz o contrário do que se espera. Promove o jogo entre a surpresa e a contrariedade, com base num conjunto de regras que o autor criou para despistar os nossos próprios actos quotidianos, e quem não perceber isto, ou não pertence a este mundo ou não entende nada de poesia. E para finalizar, o rui deixa-nos um aviso:
“digo o contrário
do que quero
para que no espelho
a imagem não surja
invertida.”
Mas se a imagem surgir invertida, continua ainda a ser poesia.
Texto de apresentação por Fernando Esteves Pinto
A 1ª fase do Encontro de Escritores Hispano-luso Palavra Ibérica 2009 arrancará no dia 27 de Março em Punta Umbría, às 18h (hora espanhola) com as apresentações dos 3 últimos livros publicados na colecção de poesia Palavra Ibérica. O evento segue no dia 28 para Vila Real de Sto. António, para as respectivas apresentações no Centro Cultural António Aleixo, às 17h, prolongando-se pela noite.
Autores presentes:
Golgona Anghel
Rui costa
Santiago Aguaded landero (Prémio Internacional de Poesia Palavra Ibérica 2009)
Tiago Nené (tradutor)
Adão Contreiras (reportagem vídeo)
Coordenadores:
Fernando Esteves Pinto
Uberto Stabile

Apoios:

Dia 20 de Março às 21:30 no Pátio de Letras, apresentação do livro “Privado” de Fernando Esteves Pinto. Uma edição da Canto Escuro.
Apresentação de Miguel Godinho.
Apanhado na rede: filme da apresentação “Os Animais da Cabeça, de Rui Dias Simão. AQUI
Dia 6 de Março no Pátio de Letras às 21:30. Apresentação de José Carlos Barros do livro de poesia “Os Animais da Cabeça” de Rui Dias Simão. Leitura de poemas por Vitor Correia.
Apanhado na rede: o filme da apresentação de Privado e Efeitos Secundários na livraria Trama.
O quotidiano de um casal que encontrou na infidelidade uma forma de renovar a sua própria relação conjugal, fortalecendo-a através da fantasia e da imaginação. Contrariando as leis naturais dos afectos e do amor, Olga, a protagonista destas histórias cria novas regras num jogo de sedução e sexo onde raros são aqueles que ainda não participaram.
Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Hadley Wickham