vida e literatura
Um dos poemas que li em Cartaya está num conto que escrevi, onde é atribuído à personagem principal. Por isso disse então que o poema era da personagem, e não meu; e é curioso que só nesse momento tenha pensado nisso, que tinha escrito o poema para a personagem, e não para mim, pelo que era legitimo que concluísse que afinal não era meu. Com o poema que apresento a seguir passou-se algo semelhante. Lia um livro, uma frase de um dos personagens chamou-me a atenção e, a partir dela, ou à volta dela escrevi um poema, ou um poema escreveu-se, como preferirem. Sendo certo que o personagem era poeta, pergunto-me se o poema não será dele.
Sinto
o que vivo
e sinto
também
o que não
vivo
Em mim
tudo é
vida
em mim
tudo é
literatura
Luís Ene

pedidos:sulscrito@yahoo.com