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29/10/2007

5 Novembro - Apresentação Palavra Ibérica

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O Sulscrito na Fundação Pedro Ruivo.

A Fundação Pedro Ruivo vai promover um encontro para dar a conhecer vários projectos de índole cultural.
Trata-se de um debate de ideias, projectos e intercâmbios culturais, no qual participarão a Fundação Pedro Ruivo; o Sulscrito, Círculo Literário do Algarve, constituído por um grupo informal de autores, nascidos e/ou residentes no Algarve, que se propõe desenvolver acções de divulgação da escrita e da leitura na sua região; a Casa da Cultura de Punta Umbría – Huelva – e a Câmara Municipal de Vila Real de Santo António.

Para a apresentação destes projectos no Auditório Pedro Ruivo estarão presentes a Presidente da Fundação Pedro Ruivo, Maria de Jesus Guerreiro Bispo, os coordenadores do Sulscrito, Fernando Esteves Pinto, João Bentes e Pedro Afonso, a vereadora da cultura do Ayuntamiento de Punta Umbría, Antonia Hernández Galloso, o director de cultura da Casa da Cultura de Punta Umbría, Uberto Stabile e vereador da cultura da Câmara Municipal de Vila Real de Santo António, José Carlos Barros.

18/10/2007

Salón del Libro de Huelva

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Dia 19 e 20 o Sulscrito vai estar no Salón del libro de Huelva.

Dia 19 às 19h – mesa redonda “ Los retos de la edición periférica”

- Angeles Alonso (Directora de la Feria de la Edición de Canárias)
- Uberto Stabile (director del Salon de Libro de Huelva)
- Fernando Esteves Pinto (Círculo Literário do Algarve)
Modera: Manuel Moya

Bar 1900: leituras de António Orihuela, Carmen Camacho, Eladio orta, Manuel Moya e Pedro Afonso.
- Apresentação da revista de literatura Sulscrito

Dia 20 às 12:30 – Apresentação do livro “Pequeña Antologia para el Cuerpo” de Luís Filipe Cristóvão (Ayuntamiento de Punta Umbría)

14/10/2007

Sulscrito na “Faro Capital dos Poetas e da Poesia”

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A Câmara Municipal de Faro organiza o encontro “Faro Capital dos Poetas e da Poesia”, para o qual o Sulscrito foi convidado a criar um evento.

O encontro será nos dias 17, 18, 19, 20 e 21 deste mês e a nossa participação é no dia 18 com uma tertúlia intitulada “No Olho da Noite” que acontecerá no Café Aliança às 21h30. Haverá leituras pelos autores convidados e, num ambiente informal, haverá debate e conversas entre todos os que aparecerem.
Estão, portanto, todos convidados.

No Olho da Noite
Dia 18 de Outubro, 5ª feira, às 21h30 no Aliança
(Poesia, tertúlia, visões)

É quando a noite abre os olhos que os poetas nascem.
Fizemos das folhas dos nossos dias folhas de poesia. A noite acorda nos olhos das palavras. Só assim as palavras se deixam escrever no olhar da noite. Cada poema é um olho que nos observa. Mas será o poeta a imagem do poema que está a ser lido? Ou será o poema os olhos do poeta que o escreveu? Queremos que os olhos desta noite entrem no diálogo, no poema, na escrita. Rejeitamos o pensamento cego. Inaudível. Os poetas escrevem para não cegar a noite, o mundo. No olho da noite, os poemas são ouvidos acesos no olhar de quem nos escuta. No olho da noite, os poetas são a voz que vê mais longe.

Poetas convidados pelo Sulscrito:

José Carlos Barros
Luísa Martins
Miguel Godinho
Pedro Sousa
Rui Dias Simão
Tiago Nené

Coordenadores Sulscrito:

Fernando Esteves Pinto
João Bentes
Pedro Afonso

Mais informações sobre o encontro “Faro Capital dos Poetas e da Poesia”:

aqui (Defesa de Faro) e aqui (Correio da Manhã).

11/10/2007

apresentação revista Sulscrito em Loulé

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O Sulscrito - Círculo Literário do Algarve tem o prazer de vos convidar para mais uma apresentação do nº 1 da revista de literatura Sulscrito.

Desta vez vamos estar em Loulé, na Casa da Cultura de Loulé, Sábado, dia 13 de Outubro, às 21h30.

Haverá leituras e espaço para conversar.

A revista Sulscrito:

“Este é um espaço de nascimento e reflexão. O que da semente nasce é a vontade – raiz consciente de uma acção. O que nestas páginas enfim se move é o desejo na concretização de um acto: escrever. Temos assim um objecto de raiz, onde a poesia é a folhagem das ideias que valorizam a realização.
[…]
Circunscrever algo à forma de um objecto, é permitir‑lhe uma outra existência. Tal diferença é causa de um deslize que nem sempre se pretende, mas que é inevitável na sua essência de falha. Perigosamente, é esse o movimento que interessa, no instante em que o controlo só dá a sensação de alguma água que se infiltra.”

do editorial da Sulscrito nº 1 “o que da semente enfim se move”.

A revista “Sulscrito” é uma revista de literatura de expressão Ibérica editada pelo Sulscrito – Círculo Literário do Algarve e pela ARCA – Associação Recreativa e Cultural do Algarve.

Pretende ser um espaço de partilha, de discussão e de expressão, assim como um espaço de divulgação de autores e do seu trabalho.

Foi publicado o primeiro número em Agosto deste ano (2007) e será publicado um número por ano. No primeiro número colaboraram autores de Portugal, Espanha, México, Brasil, Cuba e Porto Rico.

Publicam-se na revista poesia e prosa em Português e Castelhano, sem tradução.

Foram impressos 1000 exemplares que estão à venda por 2,50€.

A revista foi publicada com o apoio das Câmaras de Vila Real de Santo António, Tavira e Faro e da Junta de Freguesia de Pechão.

08/10/2007

FASTIO

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Escreverei um elaborado e lânguido texto, tecendo frases elogiosas aos que pretensamente me defendem. Sem segundos interesses, tal será escrito na segunda pessoa do singular, recorrendo a verbos laivosos e aos adjectivos mais enfadonhos que encontrar.
Num segundo parágrafo, curto, grosso, e menos prosaico, infligirei escabrosas calúnias à restante canalha, com muita caralhada e ordinarice, tudo na segunda pessoa do plural.
Aqui e ali ressalvo-me um “coitado de mim que escrevo tão bem e me fazem tão infeliz”, exacerbo o infortúnio de tão fatídico poema como se tudo na minha vida dependesse de tanta ingenuidade inglória.

Em breve Post Scriptum declarar-me-ei inocente. Direi: “Com esta amuo e vou-me embora”, enfeitado de berloques e lantejoulas de muito santa ignorância.

Depois fechar-me-ei no meu quarto, com livros de Rimbaud e de outros proscritos, aguardando as centenas de comentários dilacerantes, que lerei numa triste tarde de um Domingo cinzento em Dezembro, quando sentir a falta da ferida no ego.

Se soar imprópria tamanha convulsão ou não perceberem, façam favor de corrigir o erro na concordância, ou o algo mais importante que vos perturbe o imaculado espírito.

Concluo assim, sublime, o fastio na minha angústia. Encolho-me como um barril ao canto, carpindo a dor no seu orgulho.

João Bentes

04/10/2007

Dissestes puros os regatos da tua insónia

Arquivado em: poemas

Dissestes puros os regatos da tua insónia
limpas e férteis clamastes as lamas do outro tempo
quando um pouco de nada te calava a fome

Agora vazas as tuas horas entre caminhos gastos
colhes da água turva certos demónios de sal
dobrando a sombra dos peixes na tua memória

joão bentes











































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