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18/12/2007

Sulscrito na Feira de Ideias em Olhão

Arquivado em: divulgação

O Sulscrito vai estar na próxima Feira de Ideias na Sociedade Recreativa Olhanense.
Sábado, dia 22 de Dezembro, a partir das 17 horas.

Vamos ter uma banca de venda de livros onde poderão encontrar a revista Sulscrito e a colecção Palavra Ibérica, entre outras publicações independentes.

Haverá informações acerca dos nossos projectos e estaremos lá para conversar com quem aparecer.

Por volta das 18h30 haverá uma sessão de leituras.

Isto entre muitas outras coisas que estarão na Feira. Em baixo o programa e mais informações aqui.

fframb

12/12/2007

imagens sulscrito

Arquivado em: divulgação

Apanhado na rede: o ambiente na Lerdevagar em Lisboa.

Para tentar concluir

Arquivado em: ecos

Obviamente há um erro no poema. Demasiado evidente é a questão. Surgem-me duas possibilidades para o erro. Primeira: depois de ler do que foi comentado o que interessa, chego às palavras de Pedro Sousa, onde menciona “uma forma de segunda pessoa do singular advinda do uso oral da mesma”. Pois bem, o poema fala de memória, de remoto desconforto provocado por ela; é nesta leitura que lhe encontro sentido. No lugar onde vivo, desde que nasci, é rara a pessoa que não emprega oralmente o “ouvistes”, o “fostes tu”, e tal, suponho, não será endémico da Praia de Faro. Onde quero chegar é a reminiscência, a forma de subconsciente, mas nunca inconsciente, pois considero a escrita um acto voluntário (mesmo sendo de fruição imprevisível), e tudo isto tem a ver com o poema. Segunda: um erro na gramática que põe em evidência a falta de depuração. Sem alterar o objecto, a eliminação dos pronomes na primeira estrofe permite força semelhante no poema:

Dissestes puros os regatos da insónia
limpas e férteis clamastes as lamas do outro tempo
quando um pouco de nada calava a fome

Agora vazas as tuas horas entre caminhos gastos
colhes da água turva certos demónios de sal
dobrando a sombra dos peixes na tua memória

A diferença entre as duas estrofes leva-me ao seguinte: num primeiro instante acentua-se um distanciamento, e depois, por uma certa intimidade, conduz à sensação de perda de uma condição de respeito; daí o tom de resignação que lhe vejo, ou até mesmo de condenação.

Penso que a origem do erro estará nas duas possibilidades. Dominar a gramática não faz de alguém poeta. Ser poeta não é dominar a gramática.

Resta-me agradecer a quem foi (des)construtivo e a quem não o foi também. Errar é preciso, não tenho disso receio, e logo não me posso lamentar, embora me aborreça pela minha precipitação. Aprender do erro é como ir ao mar: quem não lá vai não pesca nada, e para pescar alguma coisa é preciso ir lá algumas vezes.

João Bentes

11/12/2007

Johnny Cash no Aliança Cultural

Arquivado em: divulgação

No Aliança Cultural
no café Aliança, em Faro, na baixa

4ª feira dia 19 de Dezembro

às 21h30

Concerto
Banda de tributo a Johnny Cash

07/12/2007

Coitadinho de mim. Querem que eu me suicide.

1. Afinal existem mais pessoas assoberbadas com o ego, mas essas pobres andam tão atoladas nos interstícios da era digital que tomam tudo por evidente. É um sinal dos tempos. Agora é preciso ter blogues e (para não dizer “para” e tentar ser um pouco educado) publicar livros, é preciso falar de coisas importantes (!?) nos blogues, enfim, há quem tenha que provar qualquer coisa a si próprio, pois se fosse um escritor forte certamente não perderia tanto tempo na brejeirice. Pois no que me entendo, não necessito nem de livros nem de caixas de comentários cheias de “Adorei”, “É realmente fantástico”, “Adoro o que o Senhor escreve” e “:)”. Não preciso de ter diarreia intelectual e fastidiosa ao ponto de publicar e comentar tudo e mais alguma coisa sobre isto e sobre o outro, tornando-me superficial ao ponto de não reparar no idiota que sou. Infelizmente tenho bastantes pretextos para escrever. Como sei o que sou, procuro perceber aquilo que faço, mas não lamento não ter a insolência de me justificar inconsequentemente. O meu dia há-de chegar; não tenho pressa do fim.

2. A haver semelhança entre o que eu e o Pedro Afonso escrevemos, só pode significar uma coisa: apesar da maré, nós até comunicamos. Quando se é escritor e se comunica, é obvio que existe influência. Surpreendem-me as pessoas que não ultrapassam a aparência. A merda em que estão soterradas deve ser bastante confortável.

3. Com tanta gente a enterrar-se por aí, porque não haverei eu de ter o direito de me enterrar também? Foda-se! Devo ser mesmo bom! E agora atirem mais aos coitadinhos do Sul, que vivem numa qualquer disfunção paternalista que lhes ataca o orgulho e a presunção. Vai doer tanto como o desaparecimento da pequena Maddie.

4. E já agora baixo mais o nível.

Ó mãe
aquele micróbio bateu-me
diz que falhei
na concordância

E tu
não escreves nada
ficas ao computador
arrancando pintelhos do cu

João Bentes

06/12/2007

ao senhor pereira

poema de Pedro Afonso dirigido ao “senhor pereira” das caixas de comentários: aqui.

03/12/2007

sulscrito na lerdevagar

Arquivado em: divulgação

Sulscrito/Palavra Ibérica na livraria Lerdevagar, dia 8 de Dezembro às 21:30.
Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº1
(em frente aos Correios do Poço do Bispo).

Projecto Cultural – Círculo Literário do Algarve

Programa:

- Apresentação da revista de literatura Sulscrito, com a presença de alguns
autores/colaboradores.

- Apresentação da colecção de poesia Palavra Ibérica.

- Apresentação da 3ª edição do encontro de autores Hispano-Lusos Palavra ibérica (Punta Umbría-Huelva, 2008).

- Apresentação do projecto cultural ALIANÇA CULTURAL – Faro. (Literatura, Artes Plásticas, Património, Música).

- Apresentação de um jovem poeta de Faro, recentemente publicado.

Sulscrito:

Fernando Esteves Pinto
João Bentes
Pedro Afonso
Tiago Nené

Editor:

Luís Filipe Cristóvão (Livrododia Editora)

Aliança Cultural:

José Bívar
Adão Contreiras
Rui Dias Simão











































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