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31/01/2008

Prémio Daniel Faria 2008: já há vencedor

Arquivado em: divulgação

Já é conhecido o vencedor do prémio Daniel Faria 2008: José Luís Peixoto.

Diz Jorge Reis-Sá (editor da Quasi) que é muito bom para o prémio ser um autor deste calibre a ganhá-lo. Será?
Para a editora que promove o prémio, a Quasi, é, com certeza, muito bom. De José Luís Peixoto, a Quasi vendeu 10.000 exemplares do livro de poesia “Criança em Ruínas”!
Será assim tão bom para um prémio que vinha distinguindo jovens e novos autores de qualidade (Rui Costa, Catarina Nunes de Almeida, Paulo Renato Jesus) ter agora como vencedor um nome que já recorrentemente soa na literatura portuguesa?
Concorre-se ao prémio sob pseudónimo, portanto a “culpa” desta situação não é nem do prémio, nem dos seus promotores.
O que pergunto é: que sentido faz um autor com vários livros já publicados, inclusive na Quasi, e que não terá grandes dificuldades em que lhe publiquem livros, concorrer a um prémio que passa por publicar o livro do autor vencedor e que vem servindo a literatura portuguesa com novos autores de qualidade? Está, evidentemente, no seu direito, quem quer que seja, até aos 35 anos, em concorrer ao prémio.

Parabéns…

Pedro Afonso

11 Comentários »

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  1. dor de cotovelo:P
    O peixoto é mt bom e em lado nenhum diz que o premio é para distinguir novos autores. isso é pura ficção da tua cabeça.

    por isso tenta para o ano, rapaz.
    se nao conseguires vai tentando. não desistas.

    jokinhas

    Comment by R.Travassos — 01/02/2008 @ 2:03 am

  2. Se leres o post com atenção verás que nunca pus em causa a qualidade do peixoto, nem da obra premiada.
    Até poderia ser dor de cotovelo, mas creio que não deixava de ter razão naquilo que quero frisar: que sentido faz um autor já publicado, que se farta de vender, que escreve crónicas em revistas, que lhe publicarão o que quiser, concorrer a um prémio que se destina a publicar o livro do vencedor?
    Sabes, é que eu não acredito em curriculum literário…
    Mas, é apenas a minha opinião.

    Comment by Pedro Afonso — 01/02/2008 @ 9:07 am

  3. mais escandaloso foi a atribuição do premio palavra iberica ao amadeu baptista. Ele é amigo do José Mario Silva (membro do juri e q o entrevistou logo no dia a seguir!). pq é q so os conhecidos ganham premios? o amadeu nem escreve nada de jeito….

    enfim. continuem com este triste espectáculo.
    eu é que n concorro a esses premiozinhos.

    Bastos

    Comment by pedro bastos — 07/02/2008 @ 3:56 pm

  4. bom,
    caro bastos,
    se leres o meu post, eu não refiro nada que me pareça escandaloso.
    Creio que apenas quem nunca deu uma olhada nos nomes das pessoas que ganham prémios, dos júris que os avaliam, das editoras e entidades que os promovem, é que poderá dizer que se trata de uma actividade “limpa”.
    Creio que é realmente um meio “sujo”, o dos prémios. Digo isto fazendo parte de uma entidade que promove um prémio, mas que pouca influência tem na organização do mesmo e acerca do qual eu próprio não tenho quase informação nenhuma.
    Agora, acho que nada se passa de escandaloso, é apenas o espelho da sociedade que constituimos. Admira-me é que os escritores alinhem nessa…
    Quanto a membros de júris de prémios serem amigos de vencedores… pois é, novamente, falta de dignidade dos escritores que concorrem nessa condição (quando o sabem, evidentemente).
    Escandaloso é alguém com dois dedos de testa escandalizar-se com isto…

    Comment by Pedro Afonso — 07/02/2008 @ 7:52 pm

  5. Concordo plenamente com o comentário do Pedro Afonso. Para mim é tudo demasiado ridículo… O objectivo do Prémio não era revelar novos autores? E porquê escolher um “poeta”(??????????) que já é publicado pela Quasi? E como é que um tipo como o Peixoto, que já tem tudo o que quer, vai concorrer a este Prémio, tirando o único lugar ao sol a que um jovem poeta desconhecido pode aspirar? É triste que até nisto a ética destas pessoas seja tão escassa. Não consigo perceber, mas para mim desceram completamente de nível. Pior para o Rui Costa e para Catarina Nunes de Almeida, que assim passam a ser “farinha deste saco” um bocadinho roto.

    Comment by Eva — 08/02/2008 @ 10:06 pm

  6. Caro Pedro,

    era desnecessario este comentario a meu respeito “Escandaloso é alguém com dois dedos de testa escandalizar-se com isto… ”

    alem disso… quem se começou a escandalizar com o premio daniel faria foste tu, no teu post, que respeitei.

    Não mais comentarei neste blogue.

    boa tarde

    Comment by pedro bastos — 10/02/2008 @ 5:23 pm

  7. Caro Bastos,

    este é um espaço anti-democrático. aqui não há conversa. há guerra:P

    levas-te logo na cabeça do pedro (com a respectiva dor de cotovelo) e com razao:P é caso para dizer q levas-te
    uma cotovelada. hihihi

    Kidding,
    Ritinha

    Comment by R.Travassos — 11/02/2008 @ 12:00 am

  8. Se aqui não há conversa é porque algumas das pessoas que aqui vêm não pretendem conversar: o que procuram é qualquer coisa que as permite sentirem-se insultadas, qualquer coisa que lhes permita a retirada (normalmente serve encontrarem uma opinião diversa da deles).
    Aqui há opiniões e o assumir delas.
    Eu, só posso falar por mim, não considero este um espaço democrático, já vimos o que esse ensaio (o democrático) fez às sociedades: (para além do que fez de bom) torno-as centros de desresponsabilização e de conformismo.
    Considero este um espaço livre, quer para deixar opiniões, quer para comentá-las. Já algum de vocês teve o quer que fosse censurado? Todos os que cá deixaram de vir foi por não se sentirem bem, não foi por ninguém os afastar. Até admito que este não seja um espaço agradável, mas é livre.
    Já experimentaram enviar algum comentário para ser publicado? Já tentaram comentar sem ser com gracinhas ou com opiniões hipersensíveis que buscam, à priori, a desculpa de se sentirem insultados para cá não mais voltar?
    Se a democracia é dizer “amen” a tudo, se é tolerar tudo, pois bem, serei antidemocrático.
    Se defender um ponto de vista é “guerra”, então lutarei até ao fim.
    Não procuro consensos, nem festinhas na cabeça. Se têm que discordar, estejam à vontade, é até mais produtivo do que concordarem, mas não me venham é com hipersensacionalismos egocêntricos.
    Quanto ao “dois dedos de testa”, bem podiam ser três, pois não é dificil perceber que o comentário não é apontado pessoalmente ao Pedro Bastos, mas sim a todos os que se pudessem escandalizar pelo que acontece no triste “palco” onde se movem os prémios, os premiados e todos os que se relacionam com isso, ou seja: para aqueles que se escandalizam com o óbvio e com o “mais que sabido”.
    O meu post que dá origem a estes comentários não é escrito por me sentir escandalizado, mas é, apenas e só, um levantar de uma questão. Não repararam nos pontos de interrogação e na expressão “o que pergunto é”?

    Fiquem bem e obrigado por comentarem o meu indigno post.

    Pedro Afonso

    Comment by Pedro Afonso — 11/02/2008 @ 9:59 am

  9. “Digo isto fazendo parte de uma entidade que promove um prémio, mas que pouca influência tem na organização do mesmo e acerca do qual eu próprio não tenho quase informação nenhuma.”

    que discurso ridiculo. antes dizes que é td sujo.. e depois tentas descartar-te com uma pinta…
    admites que o Premio palavra iberica faz parte desse mundo sujo dos premios… mas depois tentas esquivar-te. Um homem a serio assume as suas responsabilidades.. ou então não promove premio nenhum. Para que promover um premio sujo??

    Td o que dizes é contraditório. Incrível.

    R.

    Comment by R.Travassos — 12/02/2008 @ 5:51 pm

  10. evidentemente que admito que o prémio palavra ibérica faz parte DESTE mundo sujo, pois é um prémio. Digo-o e descarto-me com uma pinta do caraças porque, na verdade, nada tenho haver com ele, a não ser fazer parte do Sulscrito que está metido nele. Mas o Sulscrito são várias pessoas, cada uma com atitudes diferentes perante as coisas e cada uma com projectos diferentes e “metida” de forma diferente em diferentes coisas. Os prémios são “sujos” porque são prémios, há-de haver os que são falsos e corrompíveis, há-de haver os que são honestos. Em relação ao Palavra Ibérica, do qual não sei mais do que qualquer outro prémio, acredito nas pessoas que têm responsabilidades nele, na sua honestidade, mas não deixa de ser um prémio.

    Não sei bem o que é para ti um “homem a sério”, mas talvez eu não o seja, talvez seja ridículo o meu discurso e incoerente… ou talvez tu nunca o consigas entender.

    Já agora, porque é que tu e o Pedro Bastos fazem comentários com o mesmo número de IP?
    Sabes, acho bem mais importante a intenção do que a coerência e a ti(vocês), por muito coerentes(permeditados, calculistas) que possam ser, acho-vos mal intencionados.
    De qualquer das formas, diz sempre o que tenhas a dizer.

    Comment by Pedro Afonso — 12/02/2008 @ 9:47 pm

  11. parabéns, pedro, pela coragem de escrever o que escreveu. E já agora: gabo a sua pachorra de comentar cada comentário… mas claro que não pode/deve ser de outra forma, quando se escreve algo polémico.

    Comment by kamikaze — 27/10/2008 @ 3:22 am

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