perante a solidão
Depois da leitura particular da sua própria vida
cada um se debruçou na essência literária que o coração indicava.
Em forma de livro ela sentia que não eram aqueles os seus caminhos.
Palavras brutas e ingenuamente arrependidas.
Verdades que por serem desfocadas,
davam uma péssima fotografia da vida.
Fecharam os livros no limite do sofrimento.
Nunca uma história é uma ponte
de entendimento para o nosso prazer.
Ele deixou a sua alma a marcar uma página.
Tão inconsciente estava no tumulto das palavras
que a razão se enrugou perante a solidão.
fep

pedidos:sulscrito@yahoo.com
Poderei deixar um comentário a dizer que gosto?
“deixou a sua alma a marcar uma página”: que imagem agradável!
Comment by fugitiva — 02/05/2008 @ 3:02 pm
“deixou a sua alma a marcar uma página”
no livro da ana sousa “fragmentos” aparece a mesma imagem (pagina 9)
Comment by gato — 10/05/2008 @ 2:18 pm
senhor gato, para insinuar esse tipo de coisas é necessário mais atenção e menos maldade. O que diz não é verdade.
No livro da Ana de Sousa, “fragmentos” de 2006, o que aparece na página 9, aquilo a que você se refere é o seguinte:
“chegar a um instante da noite e chamar o teu nome,
marcá-lo como separação, entre palavras, nos livros e recortá-lo na pele,
devagarinho.”
Como é que se pode dizer que é a mesma imagem?
Pedro
Comment by plafonso — 12/05/2008 @ 9:19 am
parece me a mm imagem ou p/ menos baseada na mesma.
o autor do sulscrito diz que marca uma página com a alma
a ana sousa marca com o nome.
mas longe de mim querer discutir o que quer que seja. cada um escreve como pode. so sublinhei que n é tao original qt isso.
boa sorte para o projecto aí no algarve.
Comment by gato — 12/05/2008 @ 6:29 pm
… “ou pelo menos baseada na mesma”…
Não há problema em discutir.
O problema é que a moldura é parecida, mas a imagem que enquadra é outra.
Pedro
Comment by plafonso — 12/05/2008 @ 9:51 pm