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08/05/2008

UM GELADO NO INVERNO

Arquivado em: poemas

Querida compreende a minha ilusão
e pensa que sou um gelado no inverno
que doce cabeça vazia a alimentar
salas de espera com conversas
sentadas no disparate imobiliário
e tu vens lamber o meu juízo em ruínas
na margem onde se instala o lobo à espera de comer
uma das tuas bonecas de trapinhos sentimentais
oh que solidão formidável quando o quarto está cheio
e a cama composta de teias de aranha
porque o amor é uma lição que não se aprende
quando o coração é um balde de despejo inútil
e tu perdes a vida em troco da frontalidade
e a minha escrita vive destas mortes
vestidas para viver na ilusão
eu sei eu sei tu és a prendinha da consciência
para meninos de gostos integrais
e depois tanto barulho tanto barulho meu deus
deves estar louca ou apaixonada
pelas moscas que cantam no silêncio.

fep

1 Comentário »

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  1. sim sim meu querido
    sim sim
    hei-de te ver derreter
    enquanto lavo a roupa interior
    da tua escravidão

    Comment by sulscrito — 08/05/2008 @ 10:07 pm

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