logo

10/05/2008

POEMAS SEM EMPREGO

Arquivado em: poemas

1.
a manhã nasce com as aves no peito das palavras
e já os olhos se abrem necessários para receber o dia
desejava o silêncio como água habitando as ilhas
desertas no corpo

2.
viajo de branco pelo passeio da memória
invento uma forma para sobreviver ao artesanato do tempo

3.
não há emprego para as palavras
desafiando o deserto em que escrevo
encosto a carne ao silêncio da voz
é um fio de sangue construindo o poema
vem do seio da língua crescendo

4.
junto às tábuas da tarde sente-se o mundo afastar-se
respiro a terra por dentro repleta de sonhos eliminados
aqui o fogo repousa na água carbonizada das chuvas
a magia da noite há-de explodir

5.
derramo na mesa os objectos que guardo nos olhos
trago sempre pedras para casa
cumpro a noite - adormeço com as palavras

fep

Comentários »

The URI to TrackBack this entry is: http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/10/poemas-sem-emprego/trackback/

Ainda não há comentários.

RSS feed for comments on this post.

Deixe um comentário

Line and paragraph breaks automatic, e-mail address never displayed, HTML allowed: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <code> <em> <i> <strike> <strong>



Anti-spam measure: please retype the above text into the box provided.











































Get free blog up and running in minutes with Blogsome
Theme designed by Hadley Wickham