Aprumados gumes de néon plastificado
Aprumados gumes de néon plastificado
ressoam púrpura o confuso sílex corroído
e o sofá doméstico a sofisma atordoante
Há aparas que são névoa perfurante e tensa
uma pressão súbita que se entranha nas veias
a bandeja oxidada muito firme nas mãos
Quase começo de novo os pés de me deitar outro
nas águas do sul onde peixes dançam nucleares
aprofunda-se no sangue o delírio sarraceno
joão bentes

pedidos:sulscrito@yahoo.com
excelente poema, joao bentes. dos melhores que ja li aqui. tens um estilo mt proprio. isso é mt bom.
vais mt longe.
Comment by gato — 21/05/2008 @ 5:24 am