da pulhice
A maior derrota, em tudo, é esquecer, sobretudo aquilo que nos trouxe a morte, e morrer depois sem nunca termos chegado a compreender até que ponto pode ir a pulhice humana. E quando estivermos de pés para a cova, de nada nos vale armar em espertos. Não devemos porém esquecer. Ao contrário, devemos contar tudo sem omitir palavra, a respeito do que de mais perverso encontrámos no homem, e só então pôr de lado o cigarro e descer. É coisa que vale pelos trabalhos de uma vida inteira.
Céline, viagem ao fim da noite, Editora Ulisseia, 2ª edição 1983 (tradução de Aníbal Fernandes).
A pulhice merece pouco de nós quando é cobarde e anónima, mas não que a esqueçamos, sr. josé anónimo dos comentários deste post.

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