Só se pode ganhar se houver quem perca
A Lei providencia que a vida quotidiana decorra nos limites do socialmente aceitável. A Lei são esses limites, na medida em que serve de instrumento de assimilação, de uniformização, de referência e chamada à Razão Arbitrária do que eventualmente se desvia, por excesso de nitidez no reconhecimento do que o estrema, na sua acção.
A Lei é, portanto, a actualização normativa que acompanha a evolução do comportamento Humano no seio do progresso civilizacional que conhecemos, em que vivemos. É uma regência flutuante, encolhendo e estendendo as fronteiras designadas da prosperidade colectiva.
Tratar-se-á, sempre, de uma questão de prevenção, que oferece uma leitura do movimento monótono das massas. O Homem pensa a Lei ao pensar-se em Si. Teme de forma antecipada as consequências. Só se pode ganhar se houver quem perca.
joão bentes

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