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15/09/2008

o novo e a emergência (II)

A discussão que começou com o tal artigo do Ipsilon, acerca da “nova poesia”, continua. O HMBF escreveu mais 2 posts acerca do assunto, AQUI e AQUI, e a coisa vai, parece-me, com a preciosa ajuda dos comentários, apurando-se.

Que haverá, mais tarde ou mais cedo, uma nova geração de poesia portuguesa, não parece haver dúvidas e acerca disso, dessa possibilidade, não creio que haja muito mais gente a querer discutir - para já; já todos perceberam que se trata apenas de ansiedade que convém controlar, chegará o tempo para isso.

A geração dos 80’s creio que está defendida (se é que necessitava de algo mais do que a sua auto-defesa), aqueles que a punham em causa, quero acreditar, foi por pura distracção.

Onde me parece que se está quase a chegar é a uma questão que será muito interessante, a qual o Luís Filipe Cristóvão aflora já num dos comentários no blog do Henrique: e que será a seguinte: “Como é (são) a(s) cena(s) literárias de agora?”. A crítica: qual é, onde está, como é; o “meio literário”; as possibilidades de convivência e contactos entre os poetas.

Há muito aonde ir. Ainda bem que se chegou aqui.

Pedro Afonso

13/09/2008

Há uma nova geração de poetas portugueses do século XXI?

O artigo de Luís Miguel Queirós que saíu no Ípsilon do Público da passada 6ª feira - ao qual se faz referência no post anterior e nos respectivos comentários - já vai criando reacções nalguns blogs que nos habituram a discutir a poesia:

AQUI, o Henrique Filaho (com comentários do autor do artigo do Ípsilon) e AQUI, o Luís Filipe Cristóvão, poeta e editor.

Vale a pena ler, assim como o artigo do jornal.

A minha opinião fica, de forma breve, no 2º comentário do post anterior, mas fico sempre com a impressão de que é algo dramático o apontar para “novas gerações” quando estas estão, ainda, em estados embrionários. Como diz o Luís F. Cristóvão: “o novo, para o ser realmente, precisa de tempo para envelhecer”.
Mas é interessante que se levante a questão.

Pedro

08/05/2008

Só se pode ganhar se houver quem perca

Arquivado em: Das Grandes Questões

A Lei providencia que a vida quotidiana decorra nos limites do socialmente aceitável. A Lei são esses limites, na medida em que serve de instrumento de assimilação, de uniformização, de referência e chamada à Razão Arbitrária do que eventualmente se desvia, por excesso de nitidez no reconhecimento do que o estrema, na sua acção.

A Lei é, portanto, a actualização normativa que acompanha a evolução do comportamento Humano no seio do progresso civilizacional que conhecemos, em que vivemos. É uma regência flutuante, encolhendo e estendendo as fronteiras designadas da prosperidade colectiva.

Tratar-se-á, sempre, de uma questão de prevenção, que oferece uma leitura do movimento monótono das massas. O Homem pensa a Lei ao pensar-se em Si. Teme de forma antecipada as consequências. Só se pode ganhar se houver quem perca.

joão bentes

12/04/2008

Será isto a Liberdade ou a fuga fácil para a vitória necessária?

Arquivado em: Das Grandes Questões

A Liberdade é um instrumento político de silenciamento. Foi-o na Ditadura, pela via repressora; é-o na Democracia pela da exaltação. No primeiro tempo fez-se crer que nada mais seria possível, agora promove-se a possibilidade de tudo.

A Liberdade é a grande referência da sociedade contemporânea, que assenta sobre uma organização política profunda. Liberdade é ter direitos, mas é também ter deveres, ou seja, contrapartidas em nome do bem comum. Assim sendo, há dependência parcial e não há autonomia total. Será isto a Liberdade ou a fuga fácil para a vitória necessária?

Nunca o Homem se conseguirá libertar de si mesmo, nem das dificuldades que gera à sua volta. Só no futuro, talvez não muito distante, em que assistirá à Destruição do Tudo, os que lhe sobrevivam apagarão a memória, porque serão somente isso: Livres.

joão bentes

06/04/2008

Então o que é que isto tem a ver com Poesia?

Arquivado em: Das Grandes Questões

Toda a verdade é, e de certa forma inalterável. É uma questão própria à consciência que se surpreende, talvez por excesso de pudor, talvez por falta de alternativa, talvez, por ela, a afirmação, ser a única que realmente importa existir, em toda a sua dúvida.

O que faz a questão ser a questão é o facto de não ter resposta. Porque será então que as pessoas se acomodam? Simples: não têm a grande pergunta. Agonizam no real e disso pouco se apercebem, porque não interessam as perguntas mas apenas as respostas.

Então o que é que isto tem a ver com Poesia? Podia ser a grande pergunta. A que interroga afirmando, a que é. Mas seja o que for tem de ser a verdade, o que é de certa forma inalterável.

joão bentes











































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