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20/12/2008

casimiro de brito na livraria bulhosa

Arquivado em: escritores

Apanhado na rede: filme da apresentação do livro 69 poemas de amor.

15/09/2008

o novo e a emergência (II)

A discussão que começou com o tal artigo do Ipsilon, acerca da “nova poesia”, continua. O HMBF escreveu mais 2 posts acerca do assunto, AQUI e AQUI, e a coisa vai, parece-me, com a preciosa ajuda dos comentários, apurando-se.

Que haverá, mais tarde ou mais cedo, uma nova geração de poesia portuguesa, não parece haver dúvidas e acerca disso, dessa possibilidade, não creio que haja muito mais gente a querer discutir - para já; já todos perceberam que se trata apenas de ansiedade que convém controlar, chegará o tempo para isso.

A geração dos 80’s creio que está defendida (se é que necessitava de algo mais do que a sua auto-defesa), aqueles que a punham em causa, quero acreditar, foi por pura distracção.

Onde me parece que se está quase a chegar é a uma questão que será muito interessante, a qual o Luís Filipe Cristóvão aflora já num dos comentários no blog do Henrique: e que será a seguinte: “Como é (são) a(s) cena(s) literárias de agora?”. A crítica: qual é, onde está, como é; o “meio literário”; as possibilidades de convivência e contactos entre os poetas.

Há muito aonde ir. Ainda bem que se chegou aqui.

Pedro Afonso

o novo e a emergência

Outra visão acerca da questão da “nova geração de poetas”, AQUI.

13/09/2008

Há uma nova geração de poetas portugueses do século XXI?

O artigo de Luís Miguel Queirós que saíu no Ípsilon do Público da passada 6ª feira - ao qual se faz referência no post anterior e nos respectivos comentários - já vai criando reacções nalguns blogs que nos habituram a discutir a poesia:

AQUI, o Henrique Filaho (com comentários do autor do artigo do Ípsilon) e AQUI, o Luís Filipe Cristóvão, poeta e editor.

Vale a pena ler, assim como o artigo do jornal.

A minha opinião fica, de forma breve, no 2º comentário do post anterior, mas fico sempre com a impressão de que é algo dramático o apontar para “novas gerações” quando estas estão, ainda, em estados embrionários. Como diz o Luís F. Cristóvão: “o novo, para o ser realmente, precisa de tempo para envelhecer”.
Mas é interessante que se levante a questão.

Pedro

06/04/2008

Rapaz Areia

Pedro Afonso inicia publicação faseada, no seu blog a pedra, da obra inédita Rapaz Areia.

A obra poderá ir sendo lida conforme for sendo publicada aqui, categoria que juntará todos os textos do conjunto. Para já pode-se ler o prefácio.
O anúncio do autor pode ser lido aqui, também no seu blog.

20/01/2008

entrevista a Amadeu Baptista

Arquivado em: escritores

Entrevista a Amadeu Baptista, vencedor do Prémio Palavra Ibérica e poema da obra premiada.

07/01/2007

Os escritores e eu:

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há os que sabem escrever para mim e há os que não sabem.

mairiam

15/12/2006

vida e literatura

Arquivado em: escrever é, escritores

Um dos poemas que li em Cartaya está num conto que escrevi, onde é atribuído à personagem principal. Por isso disse então que o poema era da personagem, e não meu; e é curioso que só nesse momento tenha pensado nisso, que tinha escrito o poema para a personagem, e não para mim, pelo que era legitimo que concluísse que afinal não era meu. Com o poema que apresento a seguir passou-se algo semelhante. Lia um livro, uma frase de um dos personagens chamou-me a atenção e, a partir dela, ou à volta dela escrevi um poema, ou um poema escreveu-se, como preferirem. Sendo certo que o personagem era poeta, pergunto-me se o poema não será dele.

Sinto
o que vivo
e sinto
também
o que não
vivo

Em mim
tudo é
vida
em mim
tudo é
literatura

Luís Ene

13/12/2006

Um programa

Arquivado em: escrever é, escritores

Toda a sua vida foi um escritor com um verdadeiro e rigoroso programa literário: reflectir, simplificar, adensar, dar visibilidade às coisas, investigar sempre, viver tudo na sua simplicidade mais complexa, ser homem, ser escritor, ser tudo menos um homem fácil de palavra difícil.

12/12/2006

A arte do romance

Arquivado em: escrever é, escritores

Chegou ao fim e mais uma vez se sentiu um pagador de promessas, que era assim que sempre se sentia quando chegava ao fim de mais um livro. Promessas dele, é claro, mas também de muitas outras pessoas, disso não tinha dúvidas. E por momentos ficou a pensar em quantos sonhos por cumprir estariam no seu último romance, à espera de serem finalmente vividos.

Luís Ene

20/10/2006

O peso das palavras

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Abro um livro meu, à procura de algo para ler num evento, e surpreendo-me mais uma vez com o peso, juízos de qualidade à parte, que as palavras ganharam, pelo simples facto de estarem em livro. É isto que sinto, muitas vezes, mais do que penso. E lembro-me do que me dizia um dia destes uma amiga: que as minhas micronarrativas não tinham perdido qualidade por terem passado a livro, por terem passado da Net para o papel. Na altura respondi-lhe, como acima digo, que o livro, só por isso, dá ao que se escreveu um peso diferente, como se o que se escreveu fosse passado a pedra, como se lhe tocasse a eternidade. No entanto, no que se refere ao seu suporte, em formato livro ou electrónico, escrito à mão ou impresso, não posso deixar de pensar que qualquer texto é sempre efémero e irrelevante, a não ser para o leitor. Para mim, como autor, a maior vantagem de ver o que escrevo em livro é que não sinto a necessidade de alterar o que escrevi, e posso, finalmente, separar-me definitivamente dos textos. Já não me pertencem.

Luís Ene

16/10/2006

mairiam comentou

Arquivado em: escritores

as putas não vendem nada; as putas fodem-nos (para o bem ou para o mal)
as palavras não escrevem nada; as palavras fodem-nos (para o bem ou para o mal)
escrever e vender é trabalhar;
ao dizer isto, não estive a vender nada, não estive a escrever nada, não estive a trabalhar;
e nem só de trabalho vive o homem

as putas dos escritores (fim)

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Ao J.C.B.

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas:
Negam a pés juntos a sua condição.

Luís N.

post aberto

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Encostar o rabinho à parede e pedir um cachorro com mostarda? Ó José Carlos, que expressão tão misteriosa!
Podia responder-te que aqui não há senhoras, só putas (incluindo homens e mulheres), mas isso seria ainda prolongar o debate, e melhor será dizer-te que aqui só há escritores (incluindo mulheres e homens), que era disso que se falava, e andar com a coisa para a frente, com poemas a sério, que a seguir aparecerão .

Luís N.

15/10/2006

Apelo

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Não haverá por aí no Círculo Literário do Algarve uma senhora, digamos, que explique aos cavalheiros que esta coisa de putas tem pouco a ver com género (ou lá como se diz) e que o melhor era que alguns meninos, pelo sim pelo não, encostassem o rabinho à parede e pedissem um cachorro com mostarda?

[José Carlos Barros]

14/10/2006

as putas dos escritores

Arquivado em: escritores

[E quando se pensa que nada mais pode ser dito há mesmo assim sempre mais alguma coisa que se pode dizer.]

(11)

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas, deitam-se com as palavras e abrem as pernas à literatura.

13/10/2006

as putas dos escritores (10)

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas, e nunca deixam de o ser.

Luís N.

12/10/2006

as putas dos escritores (9)

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas: a grande maioria dos seus clientes nunca repete.

Luís N.

11/10/2006

as putas dos escritores (8)

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas: cada um dos seus clientes é um filho querido.

Luís N.

10/10/2006

as putas dos escritores (7)

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas: vendem-se de corpo e alma.

Luís N.

as putas dos escritores (6)

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas: quando não lhes pagam, vão de borla.

Luís N.

resposta ao sindicato

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Tenho o maior respeito pelas prostitutas e prostitutos, mas não pela prostituição como vocação. Assim, ao afirmar que os escritores são as mais desgraçadas das putas, e ao mostrar de que forma o são, estou sem dúvida a contribuir para a dignificação da profissão, dos escritores e das putas.

Luís N.

A faca na água

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Consta que a prostituição é a mais antiga profissão do mundo. Entendo como prostituição a prestação de favores sexuais a troco de valores ou bens materiais. Ora, se há quem venda, é porque há quem pague.
A prostituição é uma actividade tão legítima como qualquer outra. Se é digna ou não, isso é problema de quem a pratica, e sobretudo de quem a paga.
De qualquer forma, tão antiga e disseminada profissão exige o respeito de todos.

O Sindicato

09/10/2006

as putas dos escritores (5)

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Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas: quanto mais velhos mais putas.

Luís N.

eu queria ser

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Eu queria ser Balzac, eu queria ser Tolstoi, eu queria ser Dostoievski, eu queria ser todos esses tipos que, muito francamente, nunca cheguei a ler.

James Ellroy

08/10/2006

os editores dão para os dois lados

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No que toca aos escritores e à produção literária, os editores dão para os dois lados, ora podem ser preservativo, ora podem ser “viagra”.

Luís Ene

avaliações & contraceptivos

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O editor é um preservativo. Mata muita criação.

fernando esteves pinto

as putas dos escritores (4)

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Perguntei a um amigo se achava que os escritores eram putas.
Respondeu-me que alguns são filhos delas.
Sou forçado a concordar.

Luís N.

as putas dos escritores (3)

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, disso tenho a certeza. Se são pecadores ou não, isso já não sei. Quanto às palavras, sim, são putas também. Quanto aos leitores, não diria que são todos putas, mas as putas com certeza que tambêm lêem. Voltando aos escritores, dizer que são putas até bate certo. Os escritores são putas, os leitores são clientes e os editores proxenetas.

Luís N.

as putas dos leitores

Arquivado em: escritores

Lamento discordar. A haver pecado na escrita, será o leitor o maior pecador. É verdade que o escritor não é nenhum santo, mas tem a sua religiosidade. No meu caso arriscaria dizer que as “putas” seriam os leitores. Também se dá o caso de pensar em momentos de crise criativa: as putas das palavras. Esta expressão remete para aquele que vai ler o escritor. As putas é que esperam sempre algo do cliente. Portanto, a situação está criada: o escritor é o cliente do leitor, essas putas que nos devoram.

fernando esteves pinto

heloisa comentou

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais ingratas putas. Seduzem-nos e abandonam-nos, sem promessas, ao final de cada texto.

as putas dos escritores (2)

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas: vendem-se sempre a si próprios, mesmo quando vendem apenas
o que escrevem.

Luís N.

06/10/2006

As putas dos escritores

Arquivado em: escritores

Os escritores são putas, as mais desgraçadas das putas: querem ser amados pelos seus clientes.

Luís N.











































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