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	<title>sulscrito</title>
	<link>http://sulscrito.blogsome.com</link>
	<description>circulo literário do algarve</description>
	<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 09:36:43 +0000</pubDate>
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		<title>Sulscrito na Feira do Livro de Faro</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2008 09:36:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
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		<description><![CDATA[	Mais uma vez vamos estar com uma banca na Feira do Livro de Faro. Este ano é de 31 de Julho a 12 de Agosto.
	Vamos ter conosco autores e os seus livros, livros de editoras alternativas e independentes, livros de Espanha, do México e de Portugal e vamos estar sempre por lá para conversar e [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Mais uma vez vamos estar com uma banca na Feira do Livro de Faro. Este ano é de <strong>31 de Julho a 12 de Agosto</strong>.</p>
	<p>Vamos ter conosco autores e os seus livros, livros de editoras alternativas e independentes, livros de Espanha, do México e de Portugal e vamos estar sempre por lá para conversar e divulgar os nossos projectos.</p>
	<p>Como no ano passado será apresentada a <strong>revista Sulscrito, desta vez o nº 2</strong>, e encontrarão os livros da colecção bilingue de poesia <strong>&#8220;Palavra Ibérica&#8221;</strong>. Vai ainda acontecer um encontro de autores, o<strong> &#8220;Aproximando Margens/Acercando Orillas&#8221;</strong>, com autores do Algarve, da Andaluzia e das Canárias.</p>
	<p>Têm muitos motivos para passar por lá. Com certeza encontrarão publicações interessantes, que de outra forma nunca chegariam a Faro, e autores desconhecidos por muitos mas de grande qualidade.</p>
	<p><strong>Fica a agenda de eventos:</strong></p>
	<p><strong>Data:</strong>2 de Agosto<br />
<strong>Autor:</strong> Paulo Kellerman<br />
<strong>Livro:</strong> <em>Silêncios entre Nós</em><br />
<strong>Editora:</strong> Deriva</p>
	<p><strong>Data:</strong> 3 de Agosto<br />
<strong>Autor:</strong> Pedro Afonso<br />
<strong>Livro:</strong> <em>ainda aqui este lugar</em><br />
<strong>Editora:</strong> 4águas</p>
	<p><strong>Data:</strong> 4 de Agosto<br />
<strong>Autor:</strong> Fernando Cabrita<br />
<strong>Livro:</strong> <em>O amor é um claro mês</em><br />
<strong>Editora:</strong> Gente Singular</p>
	<p><strong>Data:</strong> 6 de Agosto<br />
<strong>Ler Alto</strong> (leituras públicas)</p>
	<p><strong>Data:</strong> 7 de Agosto<br />
<strong>Aproximando Margens/Acercando Orillas</strong><br />
Escritores Algarve – Andaluzia – Canárias<br />
(António Manuel Venda, Fernando Esteves Pinto, Gabriel Cruz, Pedro Afonso,<br />
Quintin Cabrera e Uberto Stabile)</p>
	<p><strong>Data:</strong> 10 de Agosto<br />
<strong>Lançamento do nº 2 da revista de literatura Sulscrito</strong></p>
	<p><strong>Data:</strong> 11 de Agosto<br />
<strong>Autor:</strong> Manuel A. Domingos<br />
<strong>Livro:</strong> <em>Mapa</em><br />
<strong>Editora:</strong> Livrododia</p>
	<p>Até lá.
</p>
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		<title>blog da Pátio de Letras</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/07/16/blog-da-patio-de-letras/</link>
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		<pubDate>Wed, 16 Jul 2008 21:51:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
	<category>recomenda-se</category>
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		<description><![CDATA[	a novíssima livraria de Faro - Pátio de Letras - que tem também um espaço para eventos e exposições - Espaço de Memória - já tem um blog. Acompanhem-no para se manterem a par das novidades e  eventos: aqui.
	Para já ficámos a saber que às 6ªs e sábados irá haver Happy Hour de livros.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>a novíssima livraria de Faro - <strong>Pátio de Letras</strong> - que tem também um espaço para eventos e exposições - <strong>Espaço de Memória</strong> - já tem um blog. Acompanhem-no para se manterem a par das novidades e  eventos: <a href="http://espacodememoria-patiodeletras.blogspot.com/">aqui</a>.</p>
	<p>Para já ficámos a saber que às 6ªs e sábados irá haver Happy Hour de livros.
</p>
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	</item>
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		<title>Nas Páginas dos Livros</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/07/13/nas-paginas-dos-livros/</link>
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		<pubDate>Sun, 13 Jul 2008 16:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
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		<description><![CDATA[	Apanhado na rede: projecto literário em Vila Real de Sto. António. informação aqui.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Apanhado na rede: projecto literário em Vila Real de Sto. António. informação <a href="http://www.cm-vrsa.pt/portal_autarquico/vila_real_sto_antonio/v_pt-PT/pagina_inicial/noticias/080703_VRSA-PaginasLivros.htm">aqui</a>.
</p>
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		<title>intensidez</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/07/08/intensidez/</link>
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		<pubDate>Tue, 08 Jul 2008 08:56:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
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		<description><![CDATA[	Mais um projecto cultural que abre as suas portas: Intensidez, agora com um espaço dedicado aos livros. informação aqui.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Mais um projecto cultural que abre as suas portas: Intensidez, agora com um espaço dedicado aos livros. informação <a href="http://www.intensidez.com/">aqui</a>.
</p>
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	</item>
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		<title>Pátio de Letras - nova livraria em Faro</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Jul 2008 20:29:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
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		<description><![CDATA[	
	
	Mais informações aqui.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/convite.jpg' alt='convite' /></p>
	<p><img src='/images/texto_convite.jpg' alt='texto_convite' /></p>
	<p>Mais informações <a href="http://www.omundoemgavetas.com/novidades.html">aqui</a>.
</p>
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		<title>MAPA</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/26/mapa/</link>
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		<pubDate>Thu, 26 Jun 2008 21:44:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
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		<description><![CDATA[	para que não o percam:
MAPA, de manuel a. domingos.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>para que não o percam:<br />
<a href="http://meianoitetododia.blogspot.com/2008/06/teaser_26.html">MAPA, de manuel a. domingos</a>.
</p>
]]></content:encoded>
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		<title>já saiu o primeiro</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/20/ja-saiu-o-primeiro/</link>
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		<pubDate>Fri, 20 Jun 2008 21:51:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
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		<description><![CDATA[	
	nesta morada deserto
um vento que se deteve
um encolher da terra
em sua pressa contida
no que há de líquido possível
sobe num curto escorrer de alívio
o rápido brilho secreto
de uma evaporação absoluta
aqui
resta a sombra
das coisas em queda
	Já saiu o primeiro livro da Editora 4águas: ainda aqui este lugar, o qual é também o primeiro livro de Pedro Afonso.
	Ainda [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/capa_ainda_aqui_blog_01.jpg' alt='capa_ainda' /></p>
	<p><em>nesta morada deserto<br />
um vento que se deteve<br />
um encolher da terra<br />
em sua pressa contida<br />
no que há de líquido possível<br />
sobe num curto escorrer de alívio<br />
o rápido brilho secreto<br />
de uma evaporação absoluta<br />
aqui<br />
resta a sombra<br />
das coisas em queda</em></p>
	<p>Já saiu o primeiro livro da <a href="http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/10/editora-4aguas/">Editora 4águas</a>: <em>ainda aqui este lugar</em>, o qual é também o primeiro livro de <a href="http://apedra.blogsome.com/">Pedro Afonso</a>.</p>
	<p><em>Ainda Aqui Este Lugar, de Pedro Afonso, é uma arquitectura das sensações. A casa – labirinto emocional; o jardim – espaço afectivo onde a natureza constrói o próprio ser que o descreve (pensa), e o muro que tudo rodeia sem limitar constituem o cenário humano desta poesia, onde cada poema desenha uma nova estrutura ao edifício mental que significa toda a obra.</em></p>
	<p><a href="http://escritaiberica.weblog.com.pt/">Fernando Esteves Pinto</a></p>
]]></content:encoded>
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		<title>à volta da mesa</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/13/a-volta-da-mesa/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Jun 2008 15:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>ecos</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/13/a-volta-da-mesa/</guid>
		<description><![CDATA[	Apanhado na rede: Silvia Chueire em Bela Mandil. Na outra Margem.
	fep

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Apanhado na rede: Silvia Chueire em Bela Mandil. Na outra <a href="http://margemdois.blogspot.com/2008/06/conversas-ao-balco-4.html">Margem</a>.</p>
	<p>fep
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Editora 4águas</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/10/editora-4aguas/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jun 2008 11:42:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/10/editora-4aguas/</guid>
		<description><![CDATA[	
	Independente. Desalinhada. Incisiva. Fora dos esquemas familiares de favorecimento. Eis a nova Editora 4águas, projecto editorial dedicado à poesia. A primeira obra da 4águas estará disponível até ao final do mês de Junho: uma estreia absoluta do autor Pedro Afonso, com a edição do seu livro “Ainda Aqui Este Lugar”. Coincidência feliz, visto tratar-se de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><img src='/images/logo_blog_02.jpg' alt='logo_4ag' /></p>
	<p><strong>Independente. Desalinhada. Incisiva.</strong> Fora dos esquemas familiares de favorecimento. Eis a nova <strong>Editora 4águas</strong>, projecto editorial dedicado à poesia. A primeira obra da <strong>4águas</strong> estará disponível até ao final do mês de <strong>Junho</strong>: uma estreia absoluta do autor <strong>Pedro Afonso</strong>, com a edição do seu livro <strong>“Ainda Aqui Este Lugar”</strong>. Coincidência feliz, visto tratar-se de dois nascimentos que tiveram origem no mesmo ventre da poesia necessária. Com <strong>direcção editorial de <a href="http://quintacativa.blogs.sapo.pt/">Vítor Cardeira</a> e <a href="http://escritaiberica.weblog.com.pt/">Fernando Esteves Pinto</a></strong>, a <strong>Editora 4águas</strong> não pretende ser apenas uma editora do <strong>Algarve</strong>; vamos estar atentos a novas revelações, poetas com bagagem, forasteiros, pescadores de pérolas e esquizofrénicos ajuizados. A principal linha editorial é o horizonte – lugar de encontro onde os poetas se tocam com palavras nos olhos. Alheia às aflições comerciais, a <strong>4águas</strong> faz-se distribuir pelo movimento dos leitores que chegarem até nós, refreando dessa forma a economia da ambição lucrativa, expressão que não faz bom título em nenhuma obra de poesia. </p>
	<p>editora4aguas@gmail.com</p>
	<p><img src='/images/capa_ainda_aqui_blog_01.jpg' alt='capa_ainda' /></p>
	<p><strong>Pedro Afonso</strong> nasceu em Faro em 1979. Está representado nas antologias: <em>Antologia de Novos Poetas Algarvios —Do Solo ao Sul</em>, ARCA, 2006; <em>Antologia de Poesia Portuguesa Actual — Poema Poema</em>, Aullido, Huelva, 2006 (traduzido para castelhano); <em>Primeira Antologia de Micro-Ficção Portuguesa</em>, Exodus, 2008. Faz parte da direcção editorial da revista de literatura Sulscrito. É autor do blog <a href="http://apedra.blogsome.com/">a pedra</a>.</p>
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	</item>
		<item>
		<title>os dois</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/06/04/os-dois/</link>
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		<pubDate>Wed, 04 Jun 2008 10:30:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category> o estado das coisas</category>
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		<description><![CDATA[	GOSTARIA DE MORRER ENCOSTADO A UMA ÁRVORE.
OS DOIS ENCOSTADOS À MESMA ÁRVORE.
COM O SOL A CORRER À VOLTA.
ENTRE A SOMBRA E A LUZ.
ENTRE O DIA E A NOITE.
ENTRE A VIDA E A MORTE.
	fep

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>GOSTARIA DE MORRER ENCOSTADO A UMA ÁRVORE.<br />
OS DOIS ENCOSTADOS À MESMA ÁRVORE.<br />
COM O SOL A CORRER À VOLTA.<br />
ENTRE A SOMBRA E A LUZ.<br />
ENTRE O DIA E A NOITE.<br />
ENTRE A VIDA E A MORTE.</p>
	<p>fep
</p>
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	</item>
		<item>
		<title>dias assim</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/29/dias-assim/</link>
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		<pubDate>Thu, 29 May 2008 10:02:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category> o estado das coisas</category>
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		<description><![CDATA[	Há dias em que a humanidade complica com o meu sistema existencial. Não há simpatia que reponha os meus níveis normais de tolerância. Nada parece funcionar de acordo com as leis da vida. Sinto as regras do comportamento humano adulteradas. Nem um dia de sol ilumina qualquer esperança de amar alguém. Sinto-me num excesso de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Há dias em que a humanidade complica com o meu sistema existencial. Não há simpatia que reponha os meus níveis normais de tolerância. Nada parece funcionar de acordo com as leis da vida. Sinto as regras do comportamento humano adulteradas. Nem um dia de sol ilumina qualquer esperança de amar alguém. Sinto-me num excesso de não existir que me impossibilita de sentir que os outros também existem.</p>
	<p>fep
</p>
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		<item>
		<title>Há pessoas presas dentro de pessoas</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/27/ha-pessoas-presas-dentro-de-pessoas/</link>
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		<pubDate>Tue, 27 May 2008 23:34:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/27/ha-pessoas-presas-dentro-de-pessoas/</guid>
		<description><![CDATA[	Há pessoas presas dentro de pessoas
dentro de garrafas alisando a madeira fria
e o que do fumo se estende pelas mesas
é a curva lividez dalgum temor sinistro
	Como nada acontece entre o som e o copo
deposita-me no sentir o sono profundo
um vento baço que arde pelas costas
inglória e perfurante a espada de deus
	joão bentes
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Há pessoas presas dentro de pessoas<br />
dentro de garrafas alisando a madeira fria<br />
e o que do fumo se estende pelas mesas<br />
é a curva lividez dalgum temor sinistro</p>
	<p>Como nada acontece entre o som e o copo<br />
deposita-me no sentir o sono profundo<br />
um vento baço que arde pelas costas<br />
inglória e perfurante a espada de deus</p>
	<p>joão bentes</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>LIGHT</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/25/light/</link>
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		<pubDate>Sun, 25 May 2008 18:30:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category> o estado das coisas</category>
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		<description><![CDATA[	Quarto. Luz intensa. Duas mulheres. Os corpos cobertos. Tecido transparente. As formas. Máquina de filmar. Posições. Vozes. Acção. As línguas tocam-se. Os seios. Mordê-los. Uma mão no rosto. Os cabelos. Os olhos ardem na imagem do outro rosto. Indicações. Deitar na cama. Descer a boca pelo corpo. Olhar e reter nesse olhar o prazer do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Quarto. Luz intensa. Duas mulheres. Os corpos cobertos. Tecido transparente. As formas. Máquina de filmar. Posições. Vozes. Acção. As línguas tocam-se. Os seios. Mordê-los. Uma mão no rosto. Os cabelos. Os olhos ardem na imagem do outro rosto. Indicações. Deitar na cama. Descer a boca pelo corpo. Olhar e reter nesse olhar o prazer do outro. As mãos.<br />
- Corta!<br />
A voz do realizador. Fios a arrastarem no chão. Mudança de posições. Luzes.<br />
Beijar o sexo. A língua no vermelho. Contracções. Gemidos.<br />
História simples. Duas mulheres numa estação de autocarros. O mesmo destino.<br />
- Saí de casa. Procuro um quarto. Uma vida.<br />
Duas histórias simples no mesmo acto de leitura. A mesma casa. Café. O lume. Amar-te contra as palavras. Escrevo. Foder nas palavras que escrevo. Foder na tua boca as minhas palavras. Vir-me nas tuas palavras.<br />
- Quero realidade. - A voz do realizador. O olhar dentro da tua vagina. A luz a magoar o prazer que não sentes. Mexer a língua. As mãos nas nádegas. O teu corpo numa nuvem.<br />
- Hoje estou vazia. Não sinto nada.<br />
Sentadas no mesmo banco no autocarro. As tuas mãos. Antes das palavras o teu corpo. Masturbo-te. Não quero que olhes. Olha através da janela o andamento da tua vida.<br />
A voz do realizador. Olha-te no espelho. Tu vens por trás. sentir a ausência desse amor que não sentes. Deito-me no chão e tu escreves.<br />
Sou sempre assim, vazia. Rasgar o corpo nas folhas escritas abandonadas neste desejo. Faz-me confusão o tempo deste desejo. As pessoas amadas no tempo. Não tenho tempo.<br />
O teu sexo e eu nesta morte de escrever o tempo inexistente como se nenhum desejo te recordasse na vida.<br />
- Que o teu prazer seja a minha morte.<br />
Autocarro. Bairro. Prédios de apartamentos. Rua. A tua mão. Subir as escadas. O teu corpo. Movimento. Quadros nas paredes. Destruir as imagens. Escrever-te nua contra as pinturas. Não posso entrar em ti. Não tenho palavras. Recuperar o teu amor. A luz pela janela.<br />
- Ama-te em mim.<br />
Não sinto nada. Nem a tua escrita quando o teu corpo no meu. As paredes apertam-me contra o vazio. Se amo tudo acaba.<br />
- Corta!</p>
	<p>fep
</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>pintura</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/23/pintura/</link>
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		<pubDate>Fri, 23 May 2008 11:28:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/23/pintura/</guid>
		<description><![CDATA[	Parece a fachada dum prédio velho
Labirinto
Confusão de janelas perturbadas
a olhar através do pensamento das cores
O tabuleiro negro das sacadas inclinado sobre as ruas
dialogando com as sombras no silêncio dos espaços brancos
Na língua dos vasos  flores ocultas
Sinto-as
A luz dos lençóis a secar
Respiração de vento
Paredes pintadas pelo tempo
Outra memória
Portas abertas e os meus olhos entram
Uma rapariga [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Parece a fachada dum prédio velho<br />
Labirinto<br />
Confusão de janelas perturbadas<br />
a olhar através do pensamento das cores<br />
O tabuleiro negro das sacadas inclinado sobre as ruas<br />
dialogando com as sombras no silêncio dos espaços brancos<br />
Na língua dos vasos  flores ocultas<br />
Sinto-as<br />
A luz dos lençóis a secar<br />
Respiração de vento<br />
Paredes pintadas pelo tempo<br />
Outra memória<br />
Portas abertas e os meus olhos entram<br />
Uma rapariga dança feliz<br />
Outra faz exercícios domésticos<br />
Uma cafeteira assobia no bico do fogão<br />
O vapor é uma aguada cinzenta  muito leve<br />
Num divã dorme o sono duma criança<br />
Um pano sustido no ar<br />
Infinidade de polilha<br />
Um quadro de Picasso (imitação) pendurado na parede<br />
Os saltimbancos<br />
A humidade desce até ao rodapé<br />
Nas cidades já só nascem flores nos olhos dos poetas<br />
explica um pássaro na gaiola<br />
Ao fundo  num corredor  um homem e uma mulher<br />
beijam-se em segredo<br />
Boca na boca sem palavras<br />
Um livro caído no chão  aberto no poema da água<br />
Uma velha arrasta a sua silhueta e deita-se-lhe em cima<br />
nódoa de tinta<br />
Os gatos escondem-se na ferrugem das varandas<br />
Vejo-lhes as fagulhas dos olhos<br />
As pinceladas de cinza das caudas<br />
Redes mosquiteiras nas janelas<br />
Ferros cravados  verde-musgo das chuvas<br />
Líquen<br />
Uma escada que sobe e eu subo com ela</p>
	<p>fep</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>a mão suja (V)</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/23/a-mao-suja-v/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/23/a-mao-suja-v/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 23 May 2008 09:19:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
	<category>escrever é</category>
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		<description><![CDATA[	uma nódoa na palma
húmida gelada
uma mancha que ecoa
dissonante e veloz
rasgando a superfície num raiar
azul
	se assim começa
gela-se tingida de suor
	Pedro Afonso

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>uma nódoa na palma<br />
húmida gelada<br />
uma mancha que ecoa<br />
dissonante e veloz<br />
rasgando a superfície num raiar<br />
azul</p>
	<p>se assim começa<br />
gela-se tingida de suor</p>
	<p><a href="http://apedra.blogsome.com/">Pedro Afonso</a>
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Vento que acendes do áspero cimento</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/22/vento-que-acendes-do-aspero-cimento/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/22/vento-que-acendes-do-aspero-cimento/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 22 May 2008 15:26:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/22/vento-que-acendes-do-aspero-cimento/</guid>
		<description><![CDATA[	Vento que acendes do áspero cimento
não mais que ténues limites pelas ruas
corpos que cruzam as amplas esplanadas
	Persistes recalque da luz que desbrava
remexendo algures a apócrifa essência
entre o verde incólume do exacto plástico
	Submergir até que a cabeça insufle
aguardar o pó principiar um nome
adivinhar longe ninguém que passa
	joão bentes

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Vento que acendes do áspero cimento<br />
não mais que ténues limites pelas ruas<br />
corpos que cruzam as amplas esplanadas</p>
	<p>Persistes recalque da luz que desbrava<br />
remexendo algures a apócrifa essência<br />
entre o verde incólume do exacto plástico</p>
	<p>Submergir até que a cabeça insufle<br />
aguardar o pó principiar um nome<br />
adivinhar longe ninguém que passa</p>
	<p>joão bentes
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>Aprumados gumes de néon plastificado</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/21/aprumados-gumes-de-neon-plastificado/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/21/aprumados-gumes-de-neon-plastificado/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 21 May 2008 00:33:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/21/aprumados-gumes-de-neon-plastificado/</guid>
		<description><![CDATA[	Aprumados gumes de néon plastificado
ressoam púrpura o confuso sílex corroído
e o sofá doméstico a sofisma atordoante
	Há aparas que são névoa perfurante e tensa
uma pressão súbita que se entranha nas veias
a bandeja oxidada muito firme nas mãos
	Quase começo de novo os pés de me deitar outro
nas águas do sul onde peixes dançam nucleares
aprofunda-se no sangue o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Aprumados gumes de néon plastificado<br />
ressoam púrpura o confuso sílex corroído<br />
e o sofá doméstico a sofisma atordoante</p>
	<p>Há aparas que são névoa perfurante e tensa<br />
uma pressão súbita que se entranha nas veias<br />
a bandeja oxidada muito firme nas mãos</p>
	<p>Quase começo de novo os pés de me deitar outro<br />
nas águas do sul onde peixes dançam nucleares<br />
aprofunda-se no sangue o delírio sarraceno</p>
	<p>joão bentes
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>a mão suja (IV)</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/20/a-mao-suja-iv/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/20/a-mao-suja-iv/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 20 May 2008 08:45:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
	<category>escrever é</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/20/a-mao-suja-iv/</guid>
		<description><![CDATA[	se penso com a mão
é na lama que os dedos
agem um patinar
nada artístico
uma fuga em pânico escorregadio
	sou um deslize coxo
do assombro
	Pedro Afonso

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>se penso com a mão<br />
é na lama que os dedos<br />
agem um patinar<br />
nada artístico<br />
uma fuga em pânico escorregadio</p>
	<p>sou um deslize coxo<br />
do assombro</p>
	<p>Pedro Afonso
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>a mão suja (III)</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/17/a-mao-suja-iii/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/17/a-mao-suja-iii/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 17 May 2008 10:56:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
	<category>escrever é</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/17/a-mao-suja-iii/</guid>
		<description><![CDATA[	é na ausência do quê que se esfria
o dia a luz na mão
sugada pelas aparências
de uma pele escalpada voando
em sangue
pétala de horizonte caído tocando o medo
	o que vai chegando é negro
de dedos nos olhos
	Pedro Afonso

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>é na ausência do quê que se esfria<br />
o dia a luz na mão<br />
sugada pelas aparências<br />
de uma pele escalpada voando<br />
em sangue<br />
pétala de horizonte caído tocando o medo</p>
	<p>o que vai chegando é negro<br />
de dedos nos olhos</p>
	<p>Pedro Afonso
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>ainda o edita 2008</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/ainda-o-edita-2008/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/ainda-o-edita-2008/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 15:16:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>ecos</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/ainda-o-edita-2008/</guid>
		<description><![CDATA[	umas quantas fotografias, aqui.

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>umas quantas fotografias, <a href="http://www.azzarbe.com/edita08/">aqui</a>.
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>FMI - José Mário Branco (em 1979)</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/fmi/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/fmi/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 15:10:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category> o estado das coisas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/fmi/</guid>
		<description><![CDATA[	parte 1
	parte 2
	&#8220;&#8230;mãe eu quero ficar sozinho
mãe não quero pensar mais
mãe eu quero morrer
eu quero desnascer, ir-me embora
sem sequer ter que me ir embora&#8230;&#8221;
	joão bentes

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=ZUJts90HIHc">parte 1</a></p>
	<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=wj7LKI8rIUo&#038;feature=related">parte 2</a></p>
	<p>&#8220;&#8230;mãe eu quero ficar sozinho<br />
mãe não quero pensar mais<br />
mãe eu quero morrer<br />
eu quero desnascer, ir-me embora<br />
sem sequer ter que me ir embora&#8230;&#8221;</p>
	<p>joão bentes
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/fmi/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>a mão suja (II)</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/a-mao-suja-ii/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/a-mao-suja-ii/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 16 May 2008 09:20:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
	<category>escrever é</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/16/a-mao-suja-ii/</guid>
		<description><![CDATA[	não sei se desperto
mais familiar
com o estrondo do sol a nascer
ou a noite sugada pela luz
	a mão vibra na ponta
da dormência do braço quebrado
	Pedro Afonso
(anterior: I)

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>não sei se desperto<br />
mais familiar<br />
com o estrondo do sol a nascer<br />
ou a noite sugada pela luz</p>
	<p>a mão vibra na ponta<br />
da dormência do braço quebrado</p>
	<p>Pedro Afonso<br />
(anterior: <a href="http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/a-mao-suja-i/">I</a>)
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>publicado o rapaz-areia</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/14/publicado-o-rapaz-areia/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/14/publicado-o-rapaz-areia/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 22:14:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>divulgação</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/14/publicado-o-rapaz-areia/</guid>
		<description><![CDATA[		Existiu em tempos uma ilha ao largo da costa do Algarve em tudo semelhante às que ainda hoje insistem em proteger esta ria que me fascina. Uma ilha extensa, toda de areia branca que evaporava e ruía à força das marés, dos ventos e do sol. Esta ilha, agora impalpável e improvável, naufragou sem deixar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>	<em>Existiu em tempos uma ilha ao largo da costa do Algarve em tudo semelhante às que ainda hoje insistem em proteger esta ria que me fascina. Uma ilha extensa, toda de areia branca que evaporava e ruía à força das marés, dos ventos e do sol. Esta ilha, agora impalpável e improvável, naufragou sem deixar pistas. Toda ela areia e alguns barracos de madeira, os quais o mar tratou de lhes dar outros usos, e os barcos de quem lá os teve engolidos pelo tempo e pelas entranhas negras desta ria que os sustentou.</p>
	<p>	Não seriam nenhumas as provas da existência desta areia elevada do mar e da sua pequena povoação de pescadores se um evento extraordinário não me tivesse ocorrido. Ainda assim, as provas dessa existência deixarão dúvidas a quem quiser prová-lo topograficamente ou por outros meios físicos que nos servem de verdade. A minha certeza não vos chegará, com certeza, mas o que vos apresento nesta publicação deixar-vos-á no mínimo inseguros em relação a um nada que outrora foi.</em></p>
	<p>Ficou hoje concluída a publicação de um conjunto de textos desse caderno que encontrei debaixo das águas ao largo da extinta ilha de Santa Lúcida.</p>
	<p><strong>Esse conjunto inédito de textos, intitulado rapaz-areia, continuará acessível <a href="http://apedra.blogsome.com/category/rapaz areia/">aqui</a> para quem não seguiu a publicação ou a quiser voltar a ler.</strong></p>
	<p><a href="http://apedra.blogsome.com/">Pedro Afonso</a>, o achador do caderno submerso.
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>palavras na mesa</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/14/palavras-na-mesa/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/14/palavras-na-mesa/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 14 May 2008 18:03:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>ecos</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/14/palavras-na-mesa/</guid>
		<description><![CDATA[	Apanhado na rede: jantar de despedida do brasileiro Valdir Rodrigues no Chalé de Bela Mandil. Ver o filme e seguir as imagens.
	fep

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Apanhado na rede: jantar de despedida do brasileiro Valdir Rodrigues no Chalé de Bela Mandil. Ver o <a href="http://margemdois.blogspot.com/2008/05/conversas-ao-balco-3.html">filme</a> e seguir as <a href="http://quintacativa.blogs.sapo.pt/82580.html">imagens</a>.</p>
	<p>fep
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/14/palavras-na-mesa/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>imagens e reflexos</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/13/imagens-e-reflexos/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/13/imagens-e-reflexos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 13 May 2008 18:59:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category> o estado das coisas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/13/imagens-e-reflexos/</guid>
		<description><![CDATA[	O senhor Gato parece preocupado com o verso &#8220;Ele deixou a sua alma a marcar uma página&#8221;
do poema editado neste blogue. Diz o Gato que reconheceu na imagem da frase reflexos de outro poema do livro “Fragmentos” da autora Ana de Sousa. A rematar os seus comentários, sugere o Gato que o verso em questão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>O senhor Gato parece preocupado com o verso &#8220;Ele deixou a sua alma a marcar uma página&#8221;<br />
do <a href="http://sulscrito.blogsome.com/2008/04/30/perante-a-solidao/#comments">poema </a>editado neste blogue. Diz o Gato que reconheceu na imagem da frase reflexos de outro poema do livro “Fragmentos” da autora <a href="http://www.intensidez.com/">Ana de Sousa</a>. A rematar os seus comentários, sugere o Gato que o verso em questão está longe da originalidade. Pergunto: qual dos versos carece de originalidade? O que integra o meu poema escrito em 2000 e editado no meu <a href="http://escritaiberica.weblog.com.pt/arquivo/004014.html">blogue </a>em 2003, ou o verso do poema de Ana de Sousa, cujo livro onde ele está inserido foi publicado em 2006? Será que estamos perante um comentário de alguém com o rabo a marcar a angústia e a solidão?</p>
	<p>fep
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>a mão suja (I)</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/a-mao-suja-i/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/a-mao-suja-i/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 May 2008 21:49:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>plafonso</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
	<category>escrever é</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/a-mao-suja-i/</guid>
		<description><![CDATA[	mantém-se ainda a mão
sugada no lodo
o corpo foge até ao limite do braço
como se a não levasse
e dessa matéria negra o que me chega:
	o frio do vácuo puxando
para o sem fundo
	Pedro Afonso

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>mantém-se ainda a mão<br />
sugada no lodo<br />
o corpo foge até ao limite do braço<br />
como se a não levasse<br />
e dessa matéria negra o que me chega:</p>
	<p>o frio do vácuo puxando<br />
para o sem fundo</p>
	<p>Pedro Afonso
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/a-mao-suja-i/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>da posse</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/da-posse/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/da-posse/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 12 May 2008 18:50:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/da-posse/</guid>
		<description><![CDATA[	NUNCA NUNCA
NADA NADA NADA
PARA SEMPRE
	joão bentes

]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>NUNCA NUNCA<br />
NADA NADA NADA<br />
PARA SEMPRE</p>
	<p>joão bentes
</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/12/da-posse/feed/</wfw:commentRss>
	</item>
		<item>
		<title>POEMAS SEM EMPREGO</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/10/poemas-sem-emprego/</link>
		<comments>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/10/poemas-sem-emprego/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 10 May 2008 11:07:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
		<guid>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/10/poemas-sem-emprego/</guid>
		<description><![CDATA[	1.
a manhã nasce com as aves no peito das palavras
e já os olhos se abrem necessários para receber o dia
desejava o silêncio como água habitando as ilhas
desertas no corpo
	2.
viajo de branco pelo passeio da memória
invento uma forma para sobreviver ao artesanato do tempo
	3.
não há emprego para as palavras
desafiando o deserto em que escrevo
encosto a carne [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>1.<br />
a manhã nasce com as aves no peito das palavras<br />
e já os olhos se abrem necessários para receber o dia<br />
desejava o silêncio como água habitando as ilhas<br />
desertas no corpo</p>
	<p>2.<br />
viajo de branco pelo passeio da memória<br />
invento uma forma para sobreviver ao artesanato do tempo</p>
	<p>3.<br />
não há emprego para as palavras<br />
desafiando o deserto em que escrevo<br />
encosto a carne ao silêncio da voz<br />
é um fio de sangue construindo o poema<br />
vem do seio da língua crescendo</p>
	<p>4.<br />
junto às tábuas da tarde sente-se o mundo afastar-se<br />
respiro a terra por dentro repleta de sonhos eliminados<br />
aqui o fogo repousa na água carbonizada das chuvas<br />
a magia da noite há-de explodir</p>
	<p>5.<br />
derramo na mesa os objectos que guardo nos olhos<br />
trago sempre pedras para casa<br />
cumpro a noite -  adormeço com as palavras</p>
	<p>fep</p>
]]></content:encoded>
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		<title>palavras silêncio</title>
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		<pubDate>Fri, 09 May 2008 09:27:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>poemas</category>
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		<description><![CDATA[	Foges do frio e da chuva
abandonas a cidade
o teu pensamento a guiar-te pelas ruas
o meu pensamento distante é suficiente
para te isolar da vida exterior
eu oiço o teu silêncio como se recolhesse
nos teus passos húmidos pelo caminho
as palavras que tu pensas até chegares a casa
escrevo o interior do teu quarto e o silêncio
é o teu olhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>Foges do frio e da chuva<br />
abandonas a cidade<br />
o teu pensamento a guiar-te pelas ruas<br />
o meu pensamento distante é suficiente<br />
para te isolar da vida exterior<br />
eu oiço o teu silêncio como se recolhesse<br />
nos teus passos húmidos pelo caminho<br />
as palavras que tu pensas até chegares a casa<br />
escrevo o interior do teu quarto e o silêncio<br />
é o teu olhar cansado numa folha cheia de palavras<br />
moves-te pelo quarto numa dança luminosa<br />
o medo é o som deste silêncio gravado à volta do teu quarto<br />
se o silêncio fosse as grades das tuas palavras<br />
o silêncio também seria a impossibilidade da minha escrita<br />
mas eu escrevo o teu silêncio como se as palavras<br />
fossem as paredes que fecham o teu quarto<br />
eu também destruo o meu silêncio<br />
contra tudo o que destruo em ti<br />
e as minhas palavras transformar-se-ão no quarto<br />
onde viveremos nessa destruição<br />
porque o silêncio é a distância interior<br />
profundamente habitada por um sentimento futuro<br />
agora o nosso tempo é este som que escutas<br />
nas palavras que lês do meu pensamento<br />
ninguém destrói o silêncio<br />
sem antes destruir a pessoa silenciosa<br />
as minhas paredes são as palavras<br />
que escutas no silêncio do meu pensamento<br />
destruir o silêncio é ignorar as palavras<br />
que se deseja sentir.</p>
	<p>fep</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
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		<title>Só se pode ganhar se houver quem perca</title>
		<link>http://sulscrito.blogsome.com/2008/05/08/so-se-pode-ganhar-se-houver-quem-perca/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 May 2008 21:58:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>sulscrito</dc:creator>
		
	<category>Das Grandes Questões</category>
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		<description><![CDATA[	A Lei providencia que a vida quotidiana decorra nos limites do socialmente aceitável. A Lei são esses limites, na medida em que serve de instrumento de assimilação, de uniformização, de referência e chamada à Razão Arbitrária do que eventualmente se desvia, por excesso de nitidez no reconhecimento do que o estrema, na sua acção.
	A Lei [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[	<p>A Lei providencia que a vida quotidiana decorra nos limites do socialmente aceitável. A Lei são esses limites, na medida em que serve de instrumento de assimilação, de uniformização, de referência e chamada à <em>Razão Arbitrária</em> do que eventualmente se desvia, por excesso de nitidez no reconhecimento do que o estrema, na sua acção.</p>
	<p>A Lei é, portanto, a actualização normativa que acompanha a evolução do comportamento Humano no seio do progresso civilizacional que conhecemos, em que vivemos. É uma regência flutuante, encolhendo e estendendo as fronteiras designadas da prosperidade colectiva.</p>
	<p>Tratar-se-á, sempre, de uma questão de prevenção, que oferece uma leitura do movimento monótono das massas. O Homem pensa a Lei ao pensar-se em Si. Teme de forma antecipada as consequências. Só se pode ganhar se houver quem perca.</p>
	<p>joão bentes
</p>
]]></content:encoded>
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	</item>
	</channel>
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